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Senador Donizeti comemora criação da Universidade Federal do Araguaia e anulação da sessão do golpe

09 - Maio - 2016
Foto: Gustavo Bezerra
Senador Donizeti comemora criação da Universidade Federal do Araguaia e anulação da sessão do golpe

O senador Donizeti Nogueira (PT-TO) participou na manhã desta segunda-feira, 09, ao lado do prefeito de Colinas, José Santana e o secretário de Educação de Palmas, Danilo de Melo Souza, da cerimônia de criação de cinco novas universidades federais no país, entre elas, a Universidade Federal do Araguaia, fruto do desmembramento do campus da Universidade Federal do Tocantins em Araguaína. “Essa é uma reivindicação antiga do povo do Norte do Estado e hoje a presidenta Dilma prova que o Brasil é sim uma pátria educadora, garantindo que o Tocantins tenha duas universidades federais”, disse o parlamentar.

A presidenta afirmou que a criação das universidades de Catalão e Jataí, em Goiás, em Rondonópolis, no Mato Grosso, do Delta do Parnaíba, no Piauí e a Universidade do Norte do Tocantins, é um passo importante na interiorização da educação. As novas universidades se somarão às 63 existentes, das quais 18 foram criadas nas gestões petistas. A presidenta Dilma também inaugurou 41 novos campi de institutos federais, totalizando 602 no Brasil, 224 obras em 38 universidades federais e nove obras em institutos.

O ministro Aloizio Mercadante destacou os avanços que a educação alcançou nos treze anos de governos do PT, baseadas no tripé: acesso e inclusão, permanência e qualidade. Entre os exemplos do legado que a Pátria Educadora deixará para as futuras gerações, o ministro ressaltou a criação do Plano Nacional da Educação, da Base Nacional Comum Curricular, do Enem, Prouni e Fies, além da importância do Bolsa Família para a permanência das crianças na escola.

Enquanto o ministro da Educação ainda discursava, a notícia que o presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), havia anulado a sessão que aprovou a admissibilidade do procedimento de impeachment chegou ao Palácio do Planalto. Ovacionada pela plateia, que gritava palavras de ordem, a presidenta Dilma Rousseff pediu cautela porque “vivemos uma conjuntura de manhas e artimanhas". Uma nova sessão para votação do processo está marcada para daqui a cinco sessões da Câmara.

A presidenta voltou a repudiar o golpe e disse que o golpe não é só contra ela, mas contra o projeto de governo do PT. “Peço uma certa tranquilidade para lidar com isso. É fundamental que a gente perceba que as coisas não se resolvem sem luta e disputa. Quero reforçar que é um golpe contra o que a democracia propiciou para todos nós: o primeiro operário presidente da República, a primeira mulher presidente do Brasil", disse.

Sobre a anulação, o senador Donizeti Nogueira afirmou que é um passo importante tomado pelo presidente Waldir Maranhão, que entendeu que houveram ilícitos na votação da Câmara, como a orientação de bancada, o que pode ter pressionado deputados a votarem a favor do processo. “O processo está viciado desde o início por se tratar de uma vingança de Eduardo Cunha contra a presidenta Dilma. Com seu afastamento, esperamos que o Congresso volte a trabalhar pensando nos interesses do Brasil”, comemorou.

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